sexta-feira, 6 de março de 2026

segunda-feira, 2 de março de 2026

PARTIDA

 A partida de certas pessoas nos causa uma grande comoção, mesmo que estas não sejam tão íntimas ou que tenhamos convivido pouco com elas. Mas são pessoas que, de certa forma, iluminam nossas vidas apenas por existir.

Perdi um amigo que não era amigo do peito, nem nos conversávamos com muita frequência. Era cliente aqui de onde trabalho e vinha esporadicamente, mas dele nada tenho a me queixar; sempre de fala mansa, tranquilo, humilde, bom ouvinte e com boas histórias, fazia o ambiente tornar-se mais leve quando chegava.

Ah, se o mundo tivesse mais pessoas assim, tudo seria melhor.

Vá em paz amigo Luizinho. Que Deus o receba em sua glória, obrigado por tudo. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

ARRANJO DESARRANJO.

 tudo   em ordem 

as coisas se ajeitam 

a vida é esse sobe 

o que vem e incomoda

evolui, cresce

depois a curva se faz

e a vida refaz

e tudo vai estar no lugar

para depois de novo

desarranjar. 

arranjo desarranjo 

eu manjo a vida assim 

eu manjo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A MARCA

 Intertexto com o poema Bullyng de Roberto

Caroli.

 

Mucinho menino franzino

Em um cantinho da escola ficava  

Não podia brincar com os meninos

E nunca, nunca se enturmava.

E a bola que rola no seu pé não cola

E a queimada não queima

A força obtusa a linha não cruza

 “T” e outros garotos esnobes

Zombavam e batiam no pobre.

Encolheu-se, ofuscou-se.

E até a professora

Que deveria ser a defensora

Também dele zombava

E aquela falta de força  mal sabia

Que a vida inteira cobraria

Navegando  nas tempestades

Mucinho menino franzino

Se equilibrava na barca

Com o tempo e o vento e a fé

Cresceu (um pouco) mudou até

Mas a humilhação deixou sua marca.

 

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

NOVENS

 

NOVEM – Novem é um estilo de poema criado por mim.

 

As regras são:

São nove versos.

Uma única estrofe

É necessário título

O segundo verso rima com o quarto

O sexto com o nono

O sétimo com o oitavo.

 

 ***

 

ONDE?

 

Onde a esperança  se escondeu,

Saiu  por aí a fora. 

No lugar dos campos floridos risonhos

Tem mato seco agora.

Onde se esconde o ânimo

E a ciranda das ilusões?

Cadê o tempo em que eu era dono

Do meu despertar do meu sono ?

E de todas as minhas emoções

 

NOVEM DO FALAR

 

Novem do falar

Novem do porvir

Novem do calar

Novem do sentir

Novem novo jeito

Novem nova mania

Novem da vida

Novem da lida

Novem do dia a dia.


 

EU MANDO

Aqui  eu reino

Aqui é meu refúgio,  meu castelo

Aqui eu sou “ouvido”

e acho isso muito belo

Falo e faço o que quero

E Assim  vou levando

Ninguém manda em mim

Somente eu mando aqui

Mando e desmando


 

LEVANDO AMOR

 

Azul ceu,

 estampa florida

vestido longo

tiara colorida

corpo curvado

vai  levando  amor

em cada passo

em cada traço

atrelado à dor.


 

PAREDES DO MEDO

um dia espinhento

flores se esconderam

talvez murcharam

e se perderam

dia de afazeres

de sufoco, de se cansar

parece que as paredes

do medo têm ânsia e sede

em nos oprimir,  apertar


 

Sammy anjo.

sammy um anjo branco

que um dia a vida me enviou

veio hoje na forma de lembrança

que uma foto me despertou

o cão cumpriu tão bem a missão

me ensinar o que é amar

a ser leal e verdadeiro

fiel amigo e companheiro

trouxe luz e se foi, depois de transformar

Casa da Poesia

Onde a beleza mora

onde as estrelas brilham

e a lua por ali ancora

Onde flores têm mais perfume

e é mais florido o jardim. 

onde tudo tem um novo lume

Morar por lá é meu costume

e assim será até o fim. 


 


    O SHOW DO ESCRITOR 

 

O  show do escritor 

Está no  texto de prosa ou rimado?

ou quando ele declama para si 

o seu tesouro achado

Está no livro impresso

no face, no blog,  num site qualquer 

o show é quando ele é lido por alguém

E quando ele se aplaude também. 

O palco é onde sua obra estiver. 


 

OBSERVANDO 

 

olhar vivo 

atendo a  tudo 

extraindo lições

aprendendo com o mundo 

Um novo método,

 a cena, o  personagem

aquela  trama, o incrivel  enredo 

lidar com amores  e medos 

Vamos assim  observando a  pasisagem


 

PINGOS

Os pingos da chuva

São mensageiros  

Trazem de bem longe

o remédio para os  desesperos

A benção da serenidade

Cai mansinha sobre nós

Santo remédio, calmante,

Que aplaca a poeira delirante

E da tranquilidade traz a voz. 


 

SOPRAR DOS VENTOS

 É um livro que se fecha

Quando uma vida termina

O fim de uma bela  peça

No triste  baixar  da cortina

Sabedoria, sentimentos, histórias, cordão de sonhos

linda  pipa que em pleno voo vai

com o soprar dos ventos não se aguenta

A linha então  se arrebenta

E toda beleza pelos ares cai


 


SOPRAR DOS VENTOS

 É um livro que se fecha

Quando uma vida termina

O fim de uma bela  peça

No triste  baixar  da cortina

Sabedoria, sentimentos, histórias, cordão de sonhos

linda  pipa que em pleno voo vai

com o soprar dos ventos não se aguenta

A linha então  se arrebenta

E toda beleza pelos ares cai


 

SOPRAR DOS VENTOS

 É um livro que se fecha

Quando uma vida termina

O fim de uma bela  peça

No triste  baixar  da cortina

Sabedoria, sentimentos, histórias, cordão de sonhos

linda  pipa que em pleno voo vai

com o soprar dos ventos não se aguenta

A linha então  se arrebenta

E toda beleza pelos ares cai

***


 

LIBERDADE PARA CRIAR

 

Quero liberdade para criar

descer até o último degrau

deslindar os horizontes 

ser o dono desse quintal

quintal da poesia

estrafnhamentos, metaforas,  em prosa ou verso

correr por ele,  e também quero navegar 

navegar por todos os mares, flutuar

voar pelo céus do meu, somente meu   universo 


 

PLANAS OU TORTUOSAS

quando os caminhos se abrem

e uma nova estrada se faz

os buracos vão sendo cobertos

e a poeira deixada para tráz

assim é o nosso existir 

uma alternancia entre estradas

ora planas ora tortuosas

entre emoções tristes  ou venturosas

seguimos nossa jornada  


 

BROCADOS DO EXISTIR

Lembranças machucam

Quando a dor aflora

Pavores do nunca mais

Quando alguém vai embora

E uma colcha de retalhos

Onde se junta peças por aí

É tecida em nossa mente

Com as lembranças presentes

São os brocados  do existir


 

UM POEMA QUALQUER

Um poema que vem 

Do jeito que vier

Hoje estou com raiva

e faço um poema qualquer

Não tem esmero

Não tem cuidado

Tem apenas a expressão

Da raiva e indignação

Soltando faíscas para todo lado. 


 

NOVEM DA COVID

Meu eu testou positivo 

agora ele tem  covid 

vê se isso é possível

Sr. Múcio Ataide

o bichinho te pegou

como pegou a muitos

eu te dou todo o apoio

e aconcelho: fica de molho

na quarentena,  estaremos juntos

***


 

PROGRESSO E TRADIÇÃO

 

Parabéns Pitangui

Minha terra meu lugar

Quero todo o bem para ti

E venho agora parabenizar

Pelos 307 anos

E que faça uma bela junção

Progrida e preserve a história

Saiba unir o passado ao agora

O progresso e a tradição 

*** 

 

 

***


 

NOVEM DE SÁBADO 

Gosto do sabado à noite

tem um que de aventura

uma brisa  que no ar  se espalha 

de movimento, de caça e procura 

todo mundo espera algo 

já dizia aquela antiga canção

o sábado é da festa, do prazer

sabores e embalos do viver 

segredos, delíirios...  emoção. 

***

 

 


 

ESCREVER COM EMOÇÃO. 

ânimo e força

energia e ação

postura destemida

com a pena na mão

uma nova visão

do eu escritor

que escreve com garra

sem cordas ou amarras

com emoção e valor 

***


 

BATALHA

Tem que ser todo dia

Ser amigo da constância

Boa dose de  rebeldia

Nunca perder a esperança

Injetar  a batalha na veia

E o avanço em cada passo

Ter a gana que incendeia

enfrentar a  coisa feia

E Pegar a fera no laço 

***


 

REAÇÃO

 

Investir contra muralhas

Romper as muitas barreiras

Jogar assim por terras

As pedras de uma vida inteira

Reagir, agir,  dar novo molde,

Ampliar os horizontes

Tirar as travas da frente

Fazer algo diferente

Enxergar além dos monte. 

***


 

AMPLIAR 

Otimizar crescer

Evoluir ir além

Descobrir novos caminhos

Ampliar horizontes também

Aprender algo a mais

Faça o que puder

Seja lá como for

Abrace com amor

O novo que vier 

***


 

NOVA ERA CHEGANDO

 

Manhã alegre de sexta

Dia tão bonito  despertando

Eu e o  amigo computador

Na batalha das letras aqui estamos

Tudo agora é leve e tranquilo

Novos planos   e esperança

Uma Nova era chegando

A alegria envolvente dominando  

Nos sonhos sou de novo criança 

***


 

POESIA NA MANHÃ

 

Compondo de manhã

já começando o dia

tomando um gostoso café

com a doce poesia 

versos no amanhecer 

trazem ânimo e vigor

 mais cedo nos fazem acordar

e à beleza da vida contemplar

despertando as coisas do amor. 

*** 

 

     


 

  VOZ

Sábado à noite

`a meia luz  em verso e canção

Um noven de embriaguez

Uma voz que evoca a emoção.

O choro aflorando,  o riso

Sentimentos  que afloram,  desaguam

 Na plateia,   contradições, desenganos.

No palco o  fechar dos  panos

No espetáculo das mágoas 

***


 

RODA GIGANTE

O humor é uma roda gigante

que sobe e desce sem parar

Lá em cima mostra o  horizonte

Cá  embaixo sem nada enxergar

Tem de tudo nessa brincadeira

mostrando os lados do viver

num constante vai e vem

alto, baixo, mal e bem

dor, alegria, mágoa e prazer

*** 


 

MEUS COSTUMES

 

Tenho meus costumes

Meus rituais

E brigo comigo

Para não tê-los mais

São tão singulares

Diferentes mesmo

Minhas excentricidades

Estão entre mentiras e verdades

Mas os vivo por prazer, não a esmo.


 

NOVEANDO

Noveando vamos

Brincando com versos

Falando da vida

De temas diversos

Nove frases

Seguir a regra é preciso

Quem quiser explicações

Das regras das condições

Estão no começo desse livro.

 

 

 

 

 

 

 


 

NOVEM DA NATUREZA

 

Novem da natureza

Vai do explodir da semente

Até o sabor do fruto.

Delícia na  boca da gente

A beleza do amanhecer

A noite e sua beleza

O desabrochar da flor

A chuva,  o frio, o calor

Natureza, perfeição, realeza. 


 

NOVEM DA FELICIDADE

 

Para a felicidade não existe fórmula

Tudo depende da maneira de se olhar

Doentes mais felizes que saudáveis

E ricos com tudo querendo se suicidar

Não tem porção mágica

Que possa fazê-la florir

Ela está no aqui no agora

Não está nas coisas de fora

Onde mora? Aí  dentro de ti.

 


 

ARDER

O mármore quente

As cutiladas que doem

Ácidos ferventes

Que tanto corroem

A tonteira, o torpor.

O chão a se desfazer

Falta ar, falta onde pisar.

Demônios a tentar...

Refém de uma vida a arder. 


 

VOCÁBULOS  VOCÁBULOS

 

Uma coisa me incomoda

E por vezes me tira a paz

Discursos longos e cansativos

Dessa gente que fala demais

Tá, Tá, Tá... Metralhadoras

De vocábulos  elas são

Escondo-me dessas balas perdidas

Do terror dessas “batalhas aguerridas”

No meu ninho da solidão.

MANHÃ BÁLSAMO

 

A manha radiante

Afasta os medos

O sol quente gostoso

Traz um belo enredo

O acordar para a vida

A transformação do humor

Contato com a natureza

Bálsamo que cura  com certeza

A  tristeza, o medo  e a dor.


 

Força da imaginação

 

De ramos secos fazer flores

Um novo lugar além dos trilhos

De noite escura fazer o dia

De chão opaco puxar o brilho

O poder transformador

Vai além dessa dimensão

O brilho a força a poesia

O encanto a loucura a magia

Da força da imaginação


 

 

SABÁTICO

Dia sabático

Poucas obrigações

Ficar à toa

Fazer reflexões

Gosto de dias assim

Onde vivo solto e livre

Deixando sair de mim 

A pressão que me leva ao fim

 E o mal que dentro d’alma  vive


 

QUANDO ABRO

Posso voar

Posso mergulhar

Ser o personagem

Ou viver a mensagem

Estar na cena, 

Emoções tantas vivo

Um fantasma do lado

Imaginação, ser alado

Tudo, quando abro o livro.

 

***


 

PLÚMBEA INDECISÃO

 

O ar esfumaçado

Tênue cerração

Não chove, Não clareia.

Plúmbea indecisão

Na manhã indecisa

A alma claudicante  navega

Em frias, féticas, “grudosas”...

Águas lamacentas, sebosas...

Atordoada e quase cega


 

TROPEL

 

Em marcha

Um batalhão

Cavalos trotando

Em profusão

Assim acontece

Agora por aqui

Ideias que vêm em tropel

Como se  em um carrossel

Giram aqui dentro de mim


 

NOSSAS CORES

 

Cores do Brasil

Cores da bandeira

Pavilhão maior

Da raça brasileira

verde, branco, azul amarelo

não são cores de um grupinho

cores de todo  nós, os canarinhos

Brasil gigante que venero 

 


 

 

PÉ DE JABUTICABA

Flores traziam esperança

O fruto doce depois do desabrochar

Era o sonho de criança

Do sabor e do brincar

Mas o vento a vida nos rouba

Tudo finda tudo acaba

Voo nas  asas da saudade

Viajo  até a  tenra idade

Para subir no pé jabuticaba


 

CONSTRUÇÕES

 

Pessoas são construções

 Prédios tortos, inacabados,

Constroem-se a cada dia

Entre o trivial e o inusitado

Fujamos das ideias preconcebidas

Para ver que  existe algo além

Cada ser humano é um mundo

Complexo, único, intenso, profundo...

Entranhado das  forças do  mal e do bem


 

NADA DO AMANHÃ

 

A vida às vezes desgoverna,

Tudo se torna sem rumo 

A gente se perde no caminho

Procurando  recuperar o aprumo

A vida é uma eterna  surpresa

Lutamos num interminável afã

Se vai ter chuva ou sol

Calor ou frio no lençol

Não podemos dizer do amanhã.

 


 

CORRE.

E o tempo passa

E o tempo trota

É puro sangue

Calçando botas

Veloz trem bala

Chegou, partiu

o adeus, o oi

Vai vir, já foi

Quente frio.

 

 


 

TENEBROSOS MARES.

 

O sol nem sempre é tão quente

Os bichos não assustam tanto

A imaginação é uma rede

Uma armadilha, um manto

Arvoramos coisas, ideias

Deixamos voar pelos ares

Os mais horríveis cenários

Acontecimentos trágicos,  vários

Afogando-nos em tenebrosos mares.


 

Pressa

Tudo o que demora incomoda

Sala de espera, ligação

 Fila, Longa cerimonia

 interminável reunião

a ansiedade ataca

e um minuto ´parece um mês

atormentados pela demora

na  pressa nao vemos a  hora

de resolver tudo de vez


 

SABER MOLDAR

saber impor

saber moldar

o jeito de ser

o olhar, o pensar

saber conduzir a vida

e levar em conta os balanços

o vai e vem o alto e baixo

o momento serio e o escracho

ser ora enérgico, ora   calmo e manso.


 

ONDE MORA O VERSO

onde mora aquele verso

Que a gente tanto procura?

Mora entre  o céu e as flores

Nas coisas belas e puras

Mora numa atitude, num gesto

Num sorriso, num olhar

Na harmonia dos traços

Na vida em seus altos e baixos

Em tudo ele pode estar.


 

PLANTANDO

 

Aos poucos vou abrindo uma avenida

No beco escuro do meu peito.

 Vou alargando os caminhos

Plantando qualidades, Ceifando os defeitos

E no dia a dia, na caminhada, passo a passo

Vou treinando para o bem o  meu olhar

Cuidando da terra vou plantando o sorrir

Esperando boa colheita, quero  ver o florir

Do tempo bom que está para chegar.


 

CLIMA

Climas são sensações

Uma aura sobre o existir

Não é apenas sobre frio ou calor

É sobre o ocaso ou o luzir

Viver o clima certo

Agir para encontrar

O sentimento alado

Maravilhoso encantado

Que mora onde a gente está.


 

NÓDOA

O tempo fecha quando á casa  chego

Momentos ruins deixam rastros

Que nos seguem pela vida

Acompanhando passo a passo.

Como uma nódoa que prega

Na roupa e não sai mais

Fica o registro a patente

Que faz voltar de repente

O que um dia  nos tirou a paz.


 

 O SHOW DO ESCRITOR 

 

O  show do escritor 

Está no  texto de prosa ou rimado?

ou quando ele declama para si 

o seu tesouro achado

Está no livro impresso

no face, no blog,  num site qualquer 

o show é quando ele é lido por alguém

E quando ele se aplaude também. 

O palco é onde sua obra estiver. 

 

 

 

***


 

OBSERVANDO 

 

olhar vivo 

atendo a  tudo 

extraindo lições

aprendendo com o mundo 

Um novo método,

 a cena, o  personagem

aquela  trama, o incrivel  enredo 

lidar com amores  e medos 

Vamos assim  observando a  pasisagem 

***


 

PINGOS

Os pingos da chuva

São mensageiros  

Trazem de bem longe

o remédio para os  desesperos

A benção da serenidade

Cai mansinha sobre nós

Santo remédio, calmante,

Que aplaca a poeira delirante

E da tranquilidade traz a voz. 

 


 

SOPRAR DOS VENTOS

 É um livro que se fecha

Quando uma vida termina

O fim de uma bela  peça

No triste  baixar  da cortina

Sabedoria, sentimentos, histórias, cordão de sonhos

linda  pipa que em pleno voo vai

com o soprar dos ventos não se aguenta

A linha então  se arrebenta

E toda beleza pelos ares cai

***

LIBERDADE PARA CRIAR

 

Quero liberdade para criar

descer até o último degrau

deslindar os horizontes 

ser o dono desse quintal

quintal da poesia

estrafnhamentos, metaforas,  em prosa ou verso

correr por ele,  e também quero navegar 

navegar por todos os mares, flutuar

voar pelo céus do meu, somente meu   universo 

 

 

***


 

PLANAS OU TORTUOSAS

quando os caminhos se abrem

e uma nova estrada se faz

os buracos vão sendo cobertos

e a poeira deixada para tráz

assim é o nosso existir 

uma alternancia entre estradas

ora planas ora tortuosas

entre emoções tristes  ou venturosas

seguimos nossa jornada  

***


 

BROCADOS DO EXISTIR

Lembranças machucam

Quando a dor aflora

Pavores do nunca mais

Quando alguém vai embora

E uma colcha de retalhos

Onde se junta peças por aí

É tecida em nossa mente

Com as lembranças presentes

São os brocados  do existir

***


 

UM POEMA QUALQUER

Um poema que vem 

Do jeito que vier

Hoje estou com raiva

e faço um poema qualquer

Não tem esmero

Não tem cuidado

Tem apenas a expressão

Da raiva e indignação

Soltando faíscas para todo lado. 

***

NOVEM DA COVID

Meu eu testou positivo 

agora ele tem  covid 

vê se isso é possível

Sr. Múcio Ataide

o bichinho te pegou

como pegou a muitos

eu te dou todo o apoio

e aconcelho: fica de molho

na quarentena,  estaremos juntos

***


 

PROGRESSO E TRADIÇÃO

 

Parabéns Pitangui

Minha terra meu lugar

Quero todo o bem para ti

E venho agora parabenizar

Pelos 307 anos

E que faça uma bela junção

Progrida e preserve a história

Saiba unir o passado ao agora

O progresso e a tradição 

*** 

 

 

***


 

NOVEM DE SÁBADO 

Gosto do sabado à noite

tem um que de aventura

uma brisa  que no ar  se espalha 

de movimento, de caça e procura 

todo mundo espera algo 

já dizia aquela antiga canção

o sábado é da festa, do prazer

sabores e embalos do viver 

segredos, delíirios...  emoção. 

***

 

 


 

ESCREVER COM EMOÇÃO. 

ânimo e força

energia e ação

postura destemida

com a pena na mão

uma nova visão

do eu escritor

que escreve com garra

sem cordas ou amarras

com emoção e valor 

***


 

BATALHA

Tem que ser todo dia

Ser amigo da constância

Boa dose de  rebeldia

Nunca perder a esperança

Injetar  a batalha na veia

E o avanço em cada passo

Ter a gana que incendeia

enfrentar a  coisa feia

E Pegar a fera no laço 

***


 

REAÇÃO

 

Investir contra muralhas

Romper as muitas barreiras

Jogar assim por terras

As pedras de uma vida inteira

Reagir, agir,  dar novo molde,

Ampliar os horizontes

Tirar as travas da frente

Fazer algo diferente

Enxergar além dos monte. 

***


 

AMPLIAR 

Otimizar crescer

Evoluir ir além

Descobrir novos caminhos

Ampliar horizontes também

Aprender algo a mais

Faça o que puder

Seja lá como for

Abrace com amor

O novo que vier 

***


 

NOVA ERA CHEGANDO

 

Manhã alegre de sexta

Dia tão bonito  despertando

Eu e o  amigo computador

Na batalha das letras aqui estamos

Tudo agora é leve e tranquilo

Novos planos   e esperança

Uma Nova era chegando

A alegria envolvente dominando  

Nos sonhos sou de novo criança 

***

POESIA NA MANHÃ

 

Compondo de manhã

já começando o dia

tomando um gostoso café

com a doce poesia 

versos no amanhecer 

trazem ânimo e vigor

 mais cedo nos fazem acordar

e à beleza da vida contemplar

despertando as coisas do amor. 

*** 

 

       


 

VOZ

Sábado à noite

`a meia luz  em verso e canção

Um noven de embriaguez

Uma voz que evoca a emoção.

O choro aflorando,  o riso

Sentimentos  que afloram,  desaguam

 Na plateia,   contradições, desenganos.

No palco o  fechar dos  panos

No espetáculo das mágoas 

***


 

RODA GIGANTE

O humor é uma roda gigante

que sobe e desce sem parar

Lá em cima mostra o  horizonte

Cá  embaixo sem nada enxergar

Tem de tudo nessa brincadeira

mostrando os lados do viver

num constante vai e vem

alto, baixo, mal e bem

dor, alegria, mágoa e prazer

*** 


 

MEUS COSTUMES

 

Tenho meus costumes

Meus rituais

E brigo comigo

Para não tê-los mais

São tão singulares

Diferentes mesmo

Minhas excentricidades

Estão entre mentiras e verdades

Mas os vivo por prazer, não a esmo.


 

CAOS

Caos por dentro

Desânimo total

A empatia quase

Leva-me ao hospital

Todos os pensamentos

Resolveram me abraçar

Vindos de algum muito ruim

Todos com a palavra fim

Tentando me derrubar.


 

Casa da Poesia

Onde a beleza mora

onde as estrelas brilham

e a lua por ali ancora

Onde flores têm mais perfume

e é mais florido o jardim. 

onde tudo tem um novo lume

Morar por lá é meu costume

e assim será até o fim. 


 

FESTA LITERÁRIA NA RUA.

 

livro para o povo

deixa o povo ler

distribua conhecimento

mesmo pra valer

faça festa literária

isso evolui e faz sorrir

a literatura tem que alcançar

aquele que por ali  passar

no seu eterno ir e vir


 

EXPLOSÃO

 

o ovo era promessa

esperança  escondida

que um dia  explodiu

numa nova vida

era a verdade contida

muito além da razão

superando sofrimento e abismo

e o pulsar inerte do mutismo

gerando o  esplendor da redenção


 

UM PASSO.

 

Um dia produtivo

após  um outro obscuro

a semente plantada, cuidada

floresceu em frutos maduros

é o regar do dia a dia

para a evolução dar-se o espaço

o grão a grão   que enche o bico

a moedinha que faz o rico

tudo começa com um passo


 

PENSAMENTOS TORTURAM.

sem foco

meio que perdido

desajustado

desenxavido

em péssimo juízo de mim

meus olhos no escuro procuram

tábua de salvação para  me agarrar

algo que possa me libertar

pensamentos torturam


 

NOVEM DO FIM

 

Fim do livro dos novens

Encerramento dessas abas

Obrigado pelas leituras amigos 

Mas tudo o que começa acaba

Espero ter trazido até você

A essência da poesia

Nesse meu novo estilo

Que eu vejo como se fosse filho

E afago a cabeça com alegria.

 

Fim

QUINTA (SEMANA...)

  Semana dura Grandes acontecimentos Serviço muito Mas bons Momentos