Intertexto com o poema Bullyng de Roberto
Caroli.
Mucinho menino franzino
Em um cantinho da escola ficava
Não podia brincar com os meninos
E nunca, nunca se enturmava.
E a bola que rola no seu pé não cola
E a queimada não queima
A força obtusa a linha não cruza
“T” e outros
garotos esnobes
Zombavam e batiam no pobre.
Encolheu-se, ofuscou-se.
E até a professora
Que deveria ser a defensora
Também dele zombava
E aquela falta de força mal sabia
Que a vida inteira cobraria
Navegando nas
tempestades
Mucinho menino franzino
Se equilibrava na barca
Com o tempo e o vento e a fé
Cresceu (um pouco) mudou até
Mas a humilhação deixou sua marca.
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