Foram poucos os presentes que dela recebi.
Primeiro presente a mim ofertado: a
vida.
Segundo, o mais completo alimento.
Depois a música e o embalo,
Colo, cuidados, amparo.
Brindou-me com os diamantes mais
raros:
Amor no brilho refulgente
Daqueles olhos verdes-claros.
Em fitas douradas veio o afeto,
Presente bom;
E outro não tão desejado,
Também deu-me o veto.
Entre velas e vivas,
O constante incentivo.
Nos tombos, a mão ampara;
O soprar da ferida:
"Ufa, continua vivo!"
Depois da prova, a comemoração.
O brinquedo de saber viver,
Mimo que sempre tinha à mão.
Constante e acolhedora companhia,
Nos embates do tempo,
Parceria do dia a dia.
Céu e chão,
Força e ânimo,
Pão e lição.
Deu-me, ao final, de presente —
E o levo por aí com muito gosto —
O sorriso de eterna gratidão;
Plantou-o em meu rosto.
E até onde a pupila alcança:
O melhor das lembranças.
Apenas isso.
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