Pulou o carnaval, cantou, dançou,
saiu no bloco, seguiu o trenzinho ultrapassou a cordinha, exibiu-se com o
abadá, o hahaha, ou o eô, eô eô, jogou
serpentina, confete, consolou o pierrô apaixonado, pediu um dinheiro aí, bebeu
água água água mineral, e muitos líquidos mais, sentiu sabores, o barato, as
tonturas, a anestesia do dia a dia, bálsamo louco e desvairado para abafar as dores, as sensações, os prazeres
mil nesse Brasil, a carne pulsante quente suada falou mais alto, prazeres
prazeres, se esbaldou na alegria, rompeu
as barreiras, dispensou os conselhos da consciência. Extrapolou e esqueceu a
palavra limites.
Mas a quarta-feira chegou, tudo
acaba na quarta e ela sempre chega. Cinzas pelo chão e as consequências
que virão. O corpo responde, regurgita os excessos, se pergunta: — Por quê? - E diz não faço mais (até outro carnaval), e volta
à dureza trabalho e luta, labuta e ferro. A alma se encolhe, o arrependimento brada lá
de dentro.
Consequência maior ainda está por
vir.
Não é à toa que dizem que
novembro/dezembro são o meses em que mais nascem crianças no Brasil.
Faça as contas...
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